Luanda – A construção de empreendimentos no interior da floresta da Ilha de Luanda está a gerar uma onda de preocupação entre moradores, ambientalistas e cidadãos atentos à preservação do meio ambiente. A intervenção, que poderá implicar o abate de árvores, é vista como uma séria ameaça a uma das mais importantes áreas verdes da capital angolana.
Considerada por muitos como um dos principais "pulmões verdes" de Luanda, a floresta da Ilha desempenha um papel fundamental no equilíbrio ambiental da cidade. As árvores ali existentes produzem oxigénio, absorvem dióxido de carbono (CO₂), reduzem a temperatura, filtram poluentes atmosféricos e servem de abrigo para diversas espécies da fauna e flora.
Especialistas alertam que a destruição da cobertura vegetal poderá provocar impactos significativos, entre os quais:
- Aumento das temperaturas devido à redução das áreas de sombra e da regulação natural do clima;
- Agravamento da poluição do ar, com menos árvores para absorver poeiras e gases poluentes;
- Perda da biodiversidade, colocando em risco espécies que dependem daquele ecossistema;
- Diminuição da qualidade de vida da população, sobretudo numa cidade já marcada por desafios ambientais.
Moradores defendem que o desenvolvimento urbano deve ser acompanhado por um planeamento sustentável, respeitando as áreas de elevado valor ecológico. Ambientalistas apelam às autoridades para que esclareçam os fundamentos do projecto, garantam transparência no processo e assegurem o cumprimento da legislação ambiental.
A preservação da floresta da Ilha de Luanda é considerada uma responsabilidade colectiva, numa altura em que as alterações climáticas exigem maior protecção dos espaços verdes e dos recursos naturais.

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