JM | SOCIEDADE | LUANDA
A cidadã angolana que se encontrava internada em estado de coma, após ter sido submetida a um procedimento estético na Clínica "Nice da Luz", em Luanda, morreu por paragem cerebral, segundo confirmou, nesta quarta-feira, 08.07, o porta-voz da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), Intendente-chefe Quintino Ferreira.
A vítima, cuja morte tem provocado forte consternação e indignação entre os angolanos, deixa quatro filhos e reacende o debate sobre a fiscalização das clínicas privadas e a segurança dos procedimentos estéticos realizados no país.
Entretanto, o caso registou um novo desenvolvimento judicial. Um Juiz de Garantias decretou a prisão preventiva da principal suspeita, no âmbito das investigações em curso, por existirem indícios que justificam a aplicação da medida de coacção.
As autoridades garantem que as investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias em que o procedimento foi realizado, determinar as causas da morte e apurar eventuais responsabilidades criminais dos envolvidos.
Até ao momento, as autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre o relatório clínico que levou à morte da paciente, limitando-se a informar que o processo permanece sob investigação.
O caso continua a gerar intensa repercussão nas redes sociais, onde cidadãos exigem maior rigor na fiscalização das unidades de saúde privadas e responsabilização exemplar, caso sejam confirmadas irregularidades.

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