Uma denúncia considerada gravíssima chegou à redação do Jornal Marimba através de efetivos dos Serviços Prisionais com mais de 10 anos de carreira, que acusam a atual direção de promover alegadas injustiças administrativas, degradação das condições de trabalho e tratamento considerado desumano aos agentes em formação.
Segundo os denunciantes, desde a chegada do diretor Gurgel, a instituição estaria mergulhada num clima de descontentamento generalizado.
Os efetivos afirmam que agentes com apenas dois anos de serviço já ocupam postos de intendentes, enquanto muitos profissionais antigos continuam sem progressão adequada na carreira.
As denúncias apontam ainda para alegados problemas na alimentação dos efetivos, com críticas à gestão logística do setor.
Os reclamantes alegam que o controlo da distribuição alimentar estaria concentrado na direção.
Outra situação que está a gerar revolta envolve o Centro de Instrução Maria Teresa, descrito pelos denunciantes como um verdadeiro "centro de castigo". Segundo os relatos, os formandos estariam proibidos de receber visitas familiares, impedidos de sair para necessidades básicas e sujeitos a processos disciplinares e transferências caso abandonem o centro sem autorização.
Os efetivos afirmam que, no início da formação, um colega proveniente da província do Bié perdeu a vida, levantando preocupações sobre as condições enfrentadas pelos participantes do curso.
"Todo curso é bem-vindo, mas isso não é curso, é castigo", desabafou um dos denunciantes.
Os agentes apelam à intervenção urgente do Ministro do Interior para averiguar as denúncias e garantir o respeito pelos direitos dos efetivos.
O Jornal Marimba continuará a acompanhar o caso e procurará ouvir todas as partes envolvidas para garantir o contraditório e o esclarecimento público dos factos.
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