Luanda – A história do mercado de capitais angolano prepara-se para ganhar um novo capítulo. A UNITEL vai entrar oficialmente na bolsa através de uma Oferta Pública de Venda (OPV), colocando à disposição dos investidores 7,5 milhões de acções, equivalentes a 15% do seu capital social.
A operação, promovida pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado no âmbito do Programa de Privatizações (PROPRIV), é considerada uma das mais importantes dos últimos anos para o sistema financeiro nacional.
BODIVA NO CENTRO DA OPERAÇÃO
A Bolsa de Dívida e Valores de Angola assume um papel central na concretização da operação, reforçando a sua posição como principal plataforma do mercado de capitais angolano.
Caso todos os requisitos regulatórios sejam cumpridos, o calendário prevê:
27 de Julho de 2026 – Divulgação dos resultados da OPV;
29 de Julho de 2026 - Início da negociação das acções da UNITEL na BODIVA.
Com esta entrada em bolsa, a UNITEL passa a integrar o restrito grupo de empresas cotadas no mercado bolsista nacional.
ACÇÕES PARA TRABALHADORES E PÚBLICO
Das 7,5 milhões de acções colocadas à venda:
🔹 1 milhão de acções está reservado aos trabalhadores da UNITEL e empresas do grupo;
🔹 6,5 milhões de acções destinam-se ao público em geral, incluindo investidores institucionais nacionais e estrangeiros.
O preço por acção foi estabelecido entre 36.036 e 40.040 kwanzas, sendo o valor final determinado em função da procura registada durante o período de subscrição.
COMO PARTICIPAR?
O período de subscrição decorre entre 6 e 24 de Julho de 2026.
Os investidores poderão adquirir as acções através de bancos de investimento, sociedades corretoras e outras instituições financeiras autorizadas a operar no mercado de capitais angolano.
As ordens de compra poderão ser efectuadas:
✅ Presencialmente;
✅ Por via electrónica;
✅ Através de plataformas digitais disponibilizadas pelos intermediários financeiros.
UM TESTE AO MERCADO ANGOLANO
Especialistas consideram esta operação um verdadeiro teste à maturidade do mercado financeiro nacional.
Além de avaliar a capacidade dos investidores angolanos para absorver uma operação desta dimensão, a iniciativa permitirá medir o grau de confiança do mercado nas empresas nacionais e no processo de privatizações promovido pelo Estado.
A liderança técnica da operação conta com a participação da equipa executiva da BODIVA, presidida por Cristina Giovanna Dias Lourenço.
UM MARCO PARA O SECTOR DAS TELECOMUNICAÇÕES
Analistas económicos acreditam que a entrada da UNITEL na bolsa poderá representar um marco histórico para o sector das telecomunicações em Angola.
Pela primeira vez, uma operadora de grande dimensão ficará sujeita ao escrutínio directo dos investidores e das regras do mercado de capitais, promovendo maiores exigências em matéria de transparência, prestação de contas e governação corporativa.
OPORTUNIDADE OU RISCO?
A operação desperta interesse entre investidores e cidadãos que procuram novas oportunidades de investimento, mas também levanta questões importantes:
🔹 Será a UNITEL um investimento atractivo a longo prazo?
🔹 O mercado angolano está preparado para absorver uma operação desta dimensão?
🔹 A entrada em bolsa trará mais transparência à gestão da empresa?
Os próximos dias poderão revelar o verdadeiro apetite dos investidores por uma das empresas mais emblemáticas de Angola.
Se tivesse capacidade financeira, investiria nas acções da UNITEL?
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