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UE LIBERTA 200 MIL EUROS PARA SOCORRER VÍTIMAS DAS CHEIAS EM ANGOLA: MAIS DE 17 MIL PESSOAS À ESPERA DE AJUDA URGENTE

 


Luanda – A crise humanitária provocada pelas fortes chuvas que devastam várias regiões de Angola levou a União Europeia (UE) a disponibilizar 200 mil euros para apoiar as populações afetadas pelas inundações nas províncias de Benguela, Cuando Cubango, Cunene e Luanda.

O financiamento, canalizado através da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), permitirá reforçar as operações de emergência da Cruz Vermelha de Angola junto das comunidades mais vulneráveis.

Segundo informações divulgadas pela agência portuguesa Lusa, a contribuição integra o Fundo de Emergência de Resposta a Catástrofes (DREF), mecanismo destinado a responder rapidamente a situações de calamidade e emergência humanitária.

MAIS DE 17.500 ANGOLANOS SERÃO ASSISTIDOS

A operação humanitária tem como objetivo prestar assistência direta a mais de 17.500 pessoas, garantindo acesso a serviços e bens essenciais, entre os quais:

✅ Abrigos temporários;

✅ Água potável;

✅ Cuidados médicos de emergência;

✅ Apoio sanitário e medidas de prevenção de doenças.

A ajuda surge numa altura em que milhares de famílias enfrentam perdas significativas de bens, destruição de habitações e dificuldades no acesso a serviços básicos.

CHUVAS DEIXAM RASTO DE DESTRUIÇÃO

O cenário de emergência teve início em fevereiro de 2026, quando as fortes precipitações atingiram a província do Cunene. Com o passar dos meses, as chuvas intensificaram-se e alastraram-se para o Cuando Cubango, Benguela e, mais recentemente, para Luanda.

Além dos danos materiais, as autoridades e organizações humanitárias alertam para o agravamento das condições sanitárias.

A deficiência dos sistemas de drenagem, a contaminação das fontes de água e a acumulação de resíduos criam um ambiente propício para o surgimento de surtos epidemiológicos, colocando milhares de cidadãos em situação de elevado risco.

ALERTA PARA CRISE SANITÁRIA

Especialistas temem que a continuação das chuvas agrave a propagação de doenças associadas à água contaminada e às más condições de higiene.

Perante este quadro, a operação financiada pela União Europeia deverá permanecer ativa até ao final do presente ano, assegurando assistência contínua às populações afetadas.

Enquanto isso, milhares de famílias continuam a aguardar soluções duradouras para reconstruir as suas vidas após uma das épocas chuvosas mais severas dos últimos anos.


Fonte: Lusa

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