Luanda – O Tribunal condenou a 25 anos de prisão efectiva o agente de segunda classe da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), Domingos José dos Santos, de 29 anos, pelo homicídio de dois jovens ocorrido a 9 de Maio de 2025, na zona da praia da Mabunda, em Luanda.
Além da pena de prisão, o tribunal determinou o pagamento de uma indemnização no valor de um milhão de kwanzas às famílias das vítimas.
CRIME CHOCOU MORADORES DA MABUNDA
As vítimas, Estevão Rosário Casulo, de 20 anos, e Eugénio Zua Magalhães, de 25 anos, residentes na zona da praia da Mabunda, perderam a vida após serem atingidas por disparos na cabeça.
Segundo a acusação do Ministério Público, sustentada por testemunhos recolhidos durante a investigação, os dois jovens encontravam-se sentados sobre uma chata, enquanto conversavam tranquilamente, quando foram abordados pelo arguido, que se fazia acompanhar de dois colegas.
DISPAROS SEM MOTIVO APARENTE
De acordo com os autos do processo, Domingos José dos Santos retirou a arma de fogo que transportava consigo e efectuou disparos contra os dois jovens, sem que tivesse existido qualquer provocação ou motivo aparente que justificasse a sua acção.
Após o crime, o agente e os colegas abandonaram o local e dirigiram-se à esquadra da Camuxiba.
As vítimas ainda foram socorridas e encaminhadas para uma unidade hospitalar, mas não resistiram à gravidade dos ferimentos.
ARGUIDO CONFESSOU O CRIME
Durante o julgamento, Domingos José dos Santos assumiu a autoria dos disparos e manifestou arrependimento perante o tribunal.
Na leitura da sentença, o colectivo de juízes considerou provado que o arguido actuou de forma voluntária e sem qualquer justificação plausível para tirar a vida aos dois jovens.
A decisão judicial surge mais de um ano após o crime que gerou forte indignação social e levantou debates sobre a actuação de agentes das forças de segurança e a necessidade de responsabilização criminal em casos de abuso do uso da força.
Com a condenação, o tribunal pretende dar uma resposta firme a um dos casos que mais chocaram a opinião pública em Luanda nos últimos tempos.

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