Para o cientista político Eurico Gonçalves, a oposição chega a 2027 perante um desafio decisivo de transformar o discurso de alternância em confiança efectiva de governação.
“Porque a unidade política, sem uma visão comum de Estado, pode produzir mais tensão do que estabilidade. O eleitor angolano já não procura apenas discursos de confronto.
Procura maturidade, serenidade e capacidade real de governar”, afirmou.
Na mesma linha de análise, o politólogo Horácio Nsimba entende que o Bloco Democrático terá assumido um papel de sacrifício no modelo anterior da coligação, ao ceder protagonismo à UNITA.
Para o académico, o actual contexto aponta para uma tendência crescente de coligações formais, em detrimento de alianças políticas mais flexíveis.

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