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ANGOLA INAUGURA PARQUE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA AVALIADO EM 100 MILHÕES DE DÓLARES

 


LUANDA – O Governo angolano e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) inauguraram oficialmente o Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda (Luanda Tech), uma infra-estrutura estratégica concebida para impulsionar a investigação científica, a inovação tecnológica e o empreendedorismo jovem no país.

O projecto, financiado em cerca de 100 milhões de dólares através do Programa de Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (STDP), permitiu a modernização de diversas infra-estruturas científicas, o reforço das capacidades nacionais de investigação e a formação de mais de 1.500 professores de ciências.

Durante a cerimónia de inauguração, o Presidente da República, João Lourenço, destacou que o parque surge numa altura crucial para o desenvolvimento do país.

“Queremos que esta infra-estrutura se torne um ponto de encontro entre o meio académico, a investigação científica, as empresas e os jovens empreendedores. É através do conhecimento, da inovação e da capacidade dos nossos jovens que construiremos novas soluções para enfrentar os desafios de Angola”, afirmou.

Segundo o Chefe de Estado, o investimento representa um passo importante para fortalecer as capacidades científicas nacionais e acelerar a transformação tecnológica e económica do país.

Por sua vez, o representante residente do Banco Africano de Desenvolvimento em Angola, Pietro Toigo, garantiu que a instituição está disponível para apoiar a criação de novos corredores tecnológicos noutras províncias, numa segunda fase do projecto.

Toigo sublinhou que o Luanda Tech simboliza mais do que uma simples infra-estrutura.

“É a celebração de uma visão nacional: uma Angola que investe no conhecimento, capacita a sua juventude, reforça as suas capacidades científicas e constrói novos motores para a diversificação económica e o crescimento inclusivo.”

O responsável destacou ainda que o programa investiu fortemente na formação de capital humano, financiando 161 bolsas de estudo em universidades internacionais e apoiando 1.204 raparigas provenientes de famílias desfavorecidas para prosseguirem estudos e carreiras nas áreas das ciências.

No âmbito do projecto, foram igualmente equipados 54 laboratórios de ciências em 18 escolas secundárias, financiados 73 projectos de investigação científica — dos quais quase um terço liderados por mulheres — e formados investigadores, técnicos e orientadores académicos em várias especialidades.

O ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Lopes Ferreira, considerou a inauguração um marco na implementação da política nacional de ciência e inovação.

Segundo o governante, o Luanda Tech criará condições para promover a investigação científica, estimular a inovação e contribuir para a diversificação da economia nacional através do conhecimento, da competitividade e da criação de soluções desenvolvidas em Angola.

Com a entrada em funcionamento do Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda, o Executivo espera aproximar universidades, centros de investigação, empresas e empreendedores, transformando ideias inovadoras em produtos e serviços com impacto económico e social.

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