O músico angolano Mallaryah está no centro de uma forte polémica após defender, durante o programa “Jovens em Destaque”, que os jovens não devem esperar oportunidades do Estado nem dos governantes, mas sim lutar individualmente pelo seu sucesso.
"O país não é teu e o país não te deve nada, nem sequer o Presidente João Lourenço te deve alguma coisa. Você, jovem, é que tem que correr atrás, tem que ser alguém honrado e alguém que inspire a sua família", afirmou o artista.
As palavras do músico rapidamente dividiram opiniões nas redes sociais.
Enquanto alguns cidadãos elogiam a mensagem de responsabilidade individual, esforço e perseverança, outros questionam se a declaração ignora as responsabilidades constitucionais do Estado para com a juventude.
A GRANDE QUESTÃO:
Será que um governante eleito pelo voto popular não deve nada aos cidadãos que o elegeram?
Numa democracia, os eleitores entregam temporariamente o poder aos seus representantes através das urnas. Em contrapartida, espera-se que os governantes garantam políticas públicas, oportunidades, emprego, educação, saúde, habitação e condições para o desenvolvimento social e económico da população.
Muitos analistas defendem que o sucesso individual é fundamental, mas alertam que nenhum cidadão prospera plenamente sem instituições fortes e políticas públicas eficazes.
OS DOIS ÚLTIMOS PRESIDENTES DE ANGOLA
José Eduardo dos Santos (1979-2017) Governou Angola durante 38 anos, liderando o país durante o período da guerra civil e da reconstrução nacional após a paz alcançada em 2002.
João Lourenço (2017-presente) Assumiu a Presidência da República prometendo reformas económicas, combate à corrupção, diversificação da economia e criação de melhores condições para a juventude e para o investimento.
E VOCÊ, O QUE PENSA?
Concorda com Mallaryah quando afirma que o país e os governantes não devem nada aos jovens?
Ou acredita que os cidadãos têm o direito de exigir oportunidades e resultados dos líderes que escolheram através do voto?
Deixe a sua opinião nos comentários.
"Quando o mérito individual encontra a responsabilidade do Estado, nasce o verdadeiro debate sobre o futuro de Angola."
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