Genebra/Lisboa - O caso das gémeas angolanas que mobilizou familiares, amigos e a comunidade angolana nas redes sociais conheceu um novo desenvolvimento nas últimas horas. Informações divulgadas pela imprensa internacional indicam que as irmãs Leila e Laila Lourenço, de 23 anos, dadas como desaparecidas após uma viagem ao estrangeiro, encontram-se detidas na Suíça por alegado envolvimento em tráfico internacional de estupefacientes.
As jovens, residentes em Portugal e naturais de Angola, tinham sido inicialmente dadas como desaparecidas depois de perderem o contacto com os familiares, que desconheciam o seu verdadeiro destino.
FAMÍLIA PENSAVA QUE AS JOVENS ESTAVAM NO PORTO
Segundo relatos divulgados pela imprensa portuguesa, as irmãs informaram os familiares de que viajariam para a cidade do Porto, em Portugal, para passar alguns dias com amigos.
Contudo, posteriormente surgiram imagens nas redes sociais que indicavam a presença das jovens no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, aumentando as dúvidas sobre os seus movimentos.
O desaparecimento dos passaportes e o facto de os telemóveis permanecerem desligados levaram os familiares a contactar as autoridades e as embaixadas envolvidas na tentativa de localizar as jovens.
DETIDAS NO AEROPORTO DE GENEBRA
De acordo com informações posteriormente divulgadas por órgãos de comunicação social, as duas irmãs terão sido interceptadas pelas autoridades alfandegárias no aeroporto de Genebra, na passada quarta-feira.
As autoridades suíças alegam que as jovens transportavam uma quantidade significativa de droga, tendo sido imediatamente detidas.
Segundo as mesmas informações, as irmãs encontram-se actualmente em prisão preventiva enquanto decorrem as investigações sobre o alegado envolvimento numa rede internacional de tráfico de estupefacientes.
INVESTIGAÇÃO EM CURSO
As informações disponíveis indicam ainda que as jovens teriam viajado a partir da Tailândia antes de seguirem para a Suíça.
As circunstâncias exactas do caso permanecem sob investigação das autoridades competentes, não tendo sido divulgados, até ao momento, detalhes oficiais sobre a dimensão do alegado esquema criminoso nem sobre a eventual participação das duas jovens.
PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA
Importa salientar que as acusações divulgadas pela imprensa ainda estão a ser investigadas pelas autoridades judiciais suíças.
Nos termos da lei, as jovens beneficiam da presunção de inocência até que exista uma decisão judicial definitiva sobre o caso.
O desenvolvimento da investigação continua a ser acompanhado com atenção pela comunidade angolana em Portugal e por familiares das jovens, que aguardam esclarecimentos oficiais sobre os factos.
O caso volta a alertar para os riscos associados às redes internacionais de tráfico de droga, que frequentemente recrutam jovens para operações ilícitas em diferentes países.

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