
Job Castelo Capapinha está a ser alvo de pressões e questionamentos sobre a sua
permanência à frente da Subcomissão de Candidaturas ao próximo congresso do
MPLA, devido ao facto de liderar uma associação apontada como promotora da
imagem do Presidente da República, João Lourenço, que também concorre à sua
própria sucessão no conclave marcado para dezembro de 2026.
As críticas ganharam força nas redes sociais, onde vários militantes e observadores defendem que Job
Capapinha deveria declarar-se impedido de coordenar a subcomissão, alegando
existir um potencial conflito de interesses.
Em causa está a ligação do dirigente à associação AMANGOLA – União das Associações Locais de Angola,
fundada por si a 22 de agosto de 2014. Numa reação publicada nas redes sociais,
Job Capapinha procurou afastar as acusações de parcialidade, afirmando que
“exibir uma t-shirt com a imagem do Presidente da República é diferente de
exibir uma t-shirt com a imagem do Presidente do MPLA, em missão da AMANGOLA”.
O dirigente garantiu ainda que os membros da associação “vão continuar a exibir
t-shirts com a imagem do Presidente da República” A posição gerou críticas
adicionais. O jornalista Jorge Eurico considerou que, “se houver vontade e visão
política, este congresso pode vir a ser impugnado”.
Segundo o jornalista, “o coordenador da Subcomissão de Candidaturas não sabe onde termina a magistratura
do Presidente da República e onde começa a propaganda política a favor de um
candidato”. “Quem dirige uma estrutura desta natureza deve preservar uma
aparência mínima de neutralidade, equilíbrio, prudência, imparcialidade e
distanciamento”, escreveu o jornalista, defendendo que as declarações de Job
Capapinha abrem espaço para suspeitas sobre a sua imparcialidade e reforçam
críticas relacionadas com a alegada confusão entre Estado, partido e candidatura
política.
0 Comentários