Segundo informações avançadas por funcionários da empresa, muitos trabalhadores acumulam cerca de 20 anos de serviço na instituição, mas afirmam que os salários actuais, estimados em cerca de 100 mil kwanzas, não permitem garantir as necessidades básicas das suas famílias.
"100 MIL KWANZAS JÁ NÃO CHEGAM"
Os trabalhadores defendem que a subida constante dos preços dos produtos da cesta básica, transportes, habitação, educação e saúde tem reduzido significativamente o poder de compra dos salários.
Entre as principais reivindicações constam:
1. Actualização salarial;
2. Melhoria das condições laborais;
3. Maior valorização dos trabalhadores com longos anos de serviço;
Reforço do diálogo entre a direcção da empresa e os funcionários.
EMPRESA ESTRATÉGICA PARA O PAÍS
A EFCUL-EP desempenha um papel relevante na produção de fardamentos e equipamentos destinados às forças de defesa e segurança do país, sendo considerada uma empresa estratégica para o sector.
Os trabalhadores argumentam que o contributo prestado ao longo de décadas deve ser reconhecido através de melhores condições remuneratórias e sociais.
EXPECTATIVA DE NEGOCIAÇÃO
Até ao momento, não são conhecidas informações oficiais sobre eventuais negociações entre os representantes dos trabalhadores e a administração da empresa.
O Jornal Marimba procurará ouvir a direcção da EFCUL-EP para obter esclarecimentos sobre as reivindicações apresentadas e as medidas previstas para responder às preocupações dos funcionários.
Na sua opinião, um salário de 100 mil kwanzas é suficiente para sustentar uma família angolana nos dias de hoje?

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